20 abril, 2020

Estudo da Cebola


1.0.      Introdução
Cebola é o nome popular da planta cujo nome científico é Allium cepaLineu. Em sistemas taxonómicos mais antigos, pertencia à família das Liliáceas e subfamília das alioídeas - taxonomistas mais recentes incluem-na na família das Alliaceae.
 O termo refere-se, também ao seu bolbo (bulbo, no Brasil) constituído por folhas escamiformes, em camadas. As suas flores estão dispostas em umbela. As plantas jovens, com o bolbo pouco desenvolvido e sem flor, são chamadas também de cebolo
1.1.          Origem da cultura
As cebolas são pequenas e seus tecidos deixam pouco ou nenhum rasto, por isso não há nenhuma opinião conclusiva sobre o local exacto e tempo do seu surgimento. Muitos arqueólogos, botânicos e historiadores de alimentos acreditam que as cebolas tenham oriunda na Ásia Central. Outra pesquisa sugere que as cebolas apareceram primeiro no Irã e no Oeste do Paquistão.
Presume-se que os nossos ancetrais descobriram e começaram a comer as cebolas selvagens muito cedo – muito tempo antes do cultivo ou até mesmo antes da invenção da escrita.
1.2.          Morfologia da cultura
v  A Cebola é um bulbo tunicado simples.
v  Catáfilo também é conhecido como túnica ou escama.
v  Casca também é conhecida como catáfilo externo ou película envolvente.
v  Prato também é conhecido como caule.
1.3.          Importância da cultura
A cebola desempenha um papel de suma importância no nosso dia-a-dia. Um dos papeis fundamentais desta cultura é na alimentação. A cebola é um alimento muito utilizado como tempero. Além de ser utilizada como tempero, a cebola é usada para a elaboração de sopas
A cebola (Allium cepa, Lineu)  é conhecida na medicina popular por suas propriedades terapêuticas. Entretanto, essas propriedades só passaram a ser reconhecidas após a identificação dos compostos bioactivos presentes, como a quercetina e as antocianinas.
A actividade terapêutica da cebola é bastante extensiva podendo combater patologias, actuando como anti-neoplásico e antimicrobiano. Também apresenta efeitos cardioprotetores, analgésicos, anti-inflamatórios, anti-oxidantes e imunológicos.
Possui também sais minerais, tais como: ferro, potássio, sódio, fósforo e cálcio. Apresenta as vitaminas C e do complexo B. Isso explica a sua importância para o nosso organismo.
1.4.          Classificação sistemática
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Alliaceae
Género: Allium
Espécie: A. cepa
Nome binomial: Allium cepa L.
2.0.      Objectivos
2.1.         Ojectivos gerais:
·         Conhecer todas fases de preparação do solo;
·         Conhecer a cultura de cebola na sua totalidade.
2.2.          Objectivos específicos:
·         Definir a cultura de cebola;
·         Exiplicar a sua origem, morfologia e importância;
·         Preparar um alfobre;
·         Preparar um canteiro;
·         Conservar as culturas.
3.0.          Material e Métodos
Para a execução de todas as actividades feitas na machamba escolar foi preciso o uso dos materiais seguintes: Enxadas, Ancinhos, regadores, martelos, estacas, cordas e fita métrica.
4.0.          Descrição das actividades
Preparação do alfobre
Foi na sexta feira aos 17 dias de Março de 2017 que a turma I12 dirrigiu-se à machamba para preparar os alfobres.
Para tal actividade, precisou-se de enxadas, ancinhos, fita métrica, corda e estacas. A turma foi dividida em quatro grupos, o que facilitou o trabalho.
Em princípio demarcamos o espaço e de seguida tiramos as medidas. Para cada alfobre foi 5 metros de comprimento,  1,2 metros de largura  e distanciados um do outro a uma distância de 0,6 metros.
Após amedição e demarcação do terreno, optamos pela lavoura, que consistiu em virar o solo de modo a deixá-lo mais permeável e mole. A partida de torrões seguiu esta actividade.
Já no nivelamento precisou-se o uso do ancinho, mas pela falta do material tivemos que usar as nossas próprias mãos para este efeito.
Sementeira (24 de Março de 2017)
Uma semana depois da preparação dos alfobres, a turma voltou na machamba escolar para o lançamento da semente. Antes do lançamento das tais sementes, tivemos que fazer a segunda lavoura para melhorar as qualidades do solo. Feita a lavoura junto com o nivelamento, abrimos linhas no alfobres separadas uma da outra por uma distâcia de 15 centímetros. Essas linhas, tinham uma profundidade de 5 centímetros.
Lançamos a semente, e de seguida, cobrimos todos os alfobres de capim e regamos.
O formador orientou-nos que fóssemos regar os alfobres em dias alternados, isto é, dia sim – dia não.
Preparação das parcelas (05 de Maio de 2017)
A semente nos alfobres ja estava quase pronta para o transplante, chegou a hora de prepararmos as nossas parcelas. Desta vez o trabalho foi individual. Após a distribuição das parcelas, cada um teve que trabalhar no seu espaço. As parcelas foram de 12m2 de área cada uma, onde 10 metros eram de comprimento e a largura, 1,2 metros.
Os procedimentos foram semelhantes da preparação do alfobre ( medição-demarcação-lavoura­-partida de torrões-nivelamento-criação de bordas).
Após esta actividade, optamos pela arrumação do terreno, onde, para a cultura de cebola, fizemos canteiros divididos em sulcos, distanciados um do outro por uma distância de 0,5metros, o que resultou em 20 sulcos em cada canteiro.

Plantação (23 de Maio de 2017)
Foi na tarde da terça feira, em que a turma I12 dirrigiu-se à machamba para a plantação da cebola. Antes da tal actividade, cada um teve que regar a sua parcela na manhã do mesmo dia. Chegado a hora de transplante, regamos os alfobres de modo a facilitar a retirada da semente para o terreno definitivo.
O formador fez um exemplo de como íamos plantar a cultura. Baseando-se nos cálculos estabelecidos, concluimos que em cada sulco plantaríamos 10/12 plantas de cebolas, onde formavam duas filas paralelas e a distância de uma planta para outra seria de 20 centímetros. Em cada parcela, tivemos um somatório de 200/240 plantas dependendo das condições que  a parcela trazia.
Após a plantação, voltamos a regar. Depois de tudo isso, o formador recomendou que regássemos em dias alternados, isto é, dia sim – dia não. Passamos a seguir as orientações dadas pelo formador.
5.0.      Resultados esperados
Tendo em conta todas as actividades feitas até por enquanto, espera-se que a colheita venha a ser muito maior, visto que as cebolas encontram-se num estado de desenvolvimento positivo.
Com esta previsão, podemos afirmar que em cada parcela, pederá se colher entre 25-30 Kg de cebolas.
6.0.      Conclusão
Chegado a este momento, dou por encerrado o presente trabalho, dizendo que foi com todo o prazer que me interessei nas aulas de Noçõs Básicas de produção Escolar.
Durante as aulas, tanto as teóricas como as práticas, aprendemos tantas coisas de suma importância para o nosso dia-a-dia. Acredito que das coisas aprendidas, agente já trazia um conhecimento sobre isso, mas não um conhecimento verdadeiro e adequado para as tais actividades. Isto facilitou a nossa aprendizagem, embora houve algumas dificuldades nas aulas práticas. Uma das razões da existência dessas dificuldades foi a falta de material adequado para algumas actividades como o nivelamento que precisasse de ancinho. A falta de ancinhos na escola dificultou o processo de nivelamento na preparação de alfobres e parcelas.
7.0.      Bibliografia
Fontes consultadas:
http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0717-75182008000100002
http://www.revistanutrire.org.br/files/v34n1/v34n1a14.pdf
http://www.fepeg.unimontes.br/sites/default/files/Resumo.%20alho.pdf
http://connepi.ifal.edu.br/ocs/index.php/connepi/CONNEPI2010/paper/view/1172/580



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