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20 abril, 2020

Motivação e Aprendizagem, Ensinar e Aprender, Instrução e Educação

Introdução

A palavra “motivação” é, actualmente, uma das mais usadas pelos professores e outros responsáveis pela educação, em particular a educação formal, para justificar quer o insucesso quer o sucesso dos alunos, em particular no ensino e na aprendizagem da ciência escolar. Muitos professores colocam a alegada “falta de motivação” dos alunos como primeiro obstáculo à compreensão e aprendizagem dos conteúdos escolares. Curiosamente, grande parte das dificuldades do professor tem também origem na sua motivação para o desenvolvimento de um sólido conhecimento profissional, susceptível de o ajudar na difícil tarefa de diagnosticar os interesses e necessidades dos alunos e de ter em conta as diferenças individuais e outros problemas e condicionantes de aprendizagem (Campos, 1986)

O presente trabalho fala sobre os componentes do processo de ensino e aprendizagem. (A motivação e aprendizagem, ensinar e aprender, instrução e educação e por fim a as interações entre o professor-aluno e aluno-aluno não esquecendo das relações existentes. 

Motivação e aprendizagem

 Nos contextos de aprendizagem, como apontam Stipek (1998) e Printrich (2003), a motivação pode ser inferida por meio de comportamentos observáveis dos alunos, os quais incluem o iniciar rapidamente uma tarefa e empenhar-se nela com esforço, persistência e verbalizações. Segundo Nieto (1985), a maioria dos psicólogos define motivação como um processo que tenta explicar factores de activação, direcção e manutenção da conduta, face a um objectivo desejado

Seja qual for a perspectiva que se adopte, o que sempre se verifica é a existência de dois tipos de motivação: extrínseca e intrínseca.

Tipos de motivações.

Falar dos tipos de motivações no processo de ensino e aprendizagem

Elas subdividem-se em dois: (extrínseca e intrínseca)

Na motivação extrínseca, o controlo da conduta é decisivamente influenciado pelo meio exterior, não sendo os fatores motivacionais inerentes nem ao sujeito nem à tarefa, mas simplesmente o resultado da interação entre ambos.

 Na motivação intrínseca, ao contrário, o controlo da conduta depende sobretudo do sujeito em si, dos seus próprios interesses e disposições.  

A motivação extrínseca está assim relacionada, tal como reforça Tapia (1997), com metas externas, ou seja, com situações em que a conduta se produz com a finalidade de apenas se receber uma recompensa ou se evitar qualquer punição ou castigo. Nessas situações, o sujeito preocupa-se sobretudo com a sua imagem, com o seu “eu”. A motivação intrínseca corresponde, por seu turno, a situações em que não há necessariamente recompensa deliberada, ou seja, relaciona-se com tarefas que satisfazem por si só o sujeito; correspondem-lhe, por isso, metas internas. Vários autores identificam as metas externas como metas de rendimento e as metas internas como metas de aprendizagem  (Arias, 2004). 

Relação da motivação e aprendizagem

A motivação e a aprendizagem relacionam-se na medida em que:

A motivação refere-se ao comportamento causado por necessidades dentro do individuo e que é dirigido em direcção aos objectos que podem satisfazer esses processos. Um motivo refere-se a um estado de tensão uma impulsão interna que dirigem mantem o comportamento voltando para o objectivo que é neste caso um incentivo.

E falar da aprendizagem é um processo integrado que provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá das alterações de conduta de um individuo, seja por condicionalmente operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente permanente.

Ensinar e aprender

Ensinar e aprender são duas actividades distintas. Pode-se ensinar sem que alguém aprenda o que quer que seja e pode-se aprender sem que haja alguém a ensinar.
Na sala de aula, temos o professor que, supostamente, deve ensinar os alunos e temos os alunos que, supostamente, devem aprender aquilo que o professor pretende ensinar. No entanto, a realidade tem mostrado que, em muitas turmas, mais de 50% dos alunos não aprendem os mínimos que supostamente deveriam aprender.
Evidentemente que as causas para este insucesso são diversificadas, como sabemos. O nosso objectivo, neste texto, não é o de dissecar as múltiplas causas do insucesso escolar do aluno, mas apenas o de pôr em confronto estes dois conceitos, estas duas actividades que são: ensinar e aprender.
Suponhamos então que os alunos da nossa turma são atentos, são disciplinados e gostam de aprender. Continuamos a dizer que, mesmo nestas circunstâncias, ensinar e aprender são duas realidades de tal maneira distintas que podem conduzir ao insucesso da turma.
De acordo com as ideias do Jonas disse ele que ensinar é dar alguém conhecimentos. E uma forma sistemática de transmitir conhecimentos utilizada pelos humanos para

Instruir e educar seus semelhantes. O ensino pode ser praticado de diferentes formas as principai são; Formal, informal e não formal.

O ensino formal é aquele praticado pelas instituições de ensino, com respaldo de conteúdo, forma, certificação e profissionais de ensino.

O ensino informal está relacionado ao processo de socialização do homem. Ocorre durante toda a vida, muitas vezes até mesmo de forma não intencional.

O ensino não formal, por sua vez, é intencional. Em geral, é aquele relacionado a processos de desenvolvimento de consciência política e relações sociais de poder entre os cidadãos, praticadas por movimentos populares, associações e  grémios.

            Os limites entre essas três categorias de educação não são extremamente rígidos, são permeáveis. Pois estamos aprendendo constantemente e por diferentes vias e agentes. Fazendo um paralelismo entre os paradigmas da aprendizagem e o ensino, podemos associar, a cada corrente teórica, técnicas de ensino mais adequadas ao processo de aprendizagem:

Paradigma behaviorista

  • Exercícios de repetição
  • Ensino individualizado
  • Demonstrações para imitação
  • Memorização

Paradigma cognitivista

·         Ensino pela descoberta

·         Apresentação dos objectivos

·         Questionários orientados para a compreensão

·         Esquemas

  • Debates
  • Discussões
  • Estudo de casos

Paradigma humanista

  • Ensino individualizado
  • Discussões
  • Debates
  • Painéis
  • Simulações
  • Jogos de Papéis
  • Resolução de Problemas

Paradigma social

  • Imitação
  • Debates
  • Jogos de papéis
  • Discussões

·         Debates

Relação de ensinar e aprender

Não se ensina sem que haja alguém que aprende e não se aprende sem que haja alguém a ensinar para dizer que existe uma relação de interdependência.

Por que razão (ou razões), então, aquilo que se ensina não é aprendido?
Na verdade, há variadíssimas razões para o facto, as quais podem conduzir a um insucesso na turma, maior ou menor consoante a disparidade entre aquilo que se ensinou e aquilo que se aprendeu.
Assim, temos, entre outras, as seguintes razões:
1. O professor não sabe expressar convenientemente os seus pensamentos, as suas ideias.
2. O professor comete erros técnicos, com alguma frequência, que vêm a revelar-se nefastos (originando contradições, incoerências, etc.) para a correcta aprendizagem do aluno.
3. O professor parte do princípio que o aluno já sabe determinados conceitos (pré-requisitos), quando não é verdade.
4. O professor utiliza uma linguagem que os alunos têm dificuldade em compreender, ou compreendem-na erradamente.
5. O professor explica os assuntos com um ritmo demasiado elevado para a adequada assimilação por parte dos alunos em presença, ou ainda em função da complexidade da matéria.
6. O professor tem deficiências pedagógicas graves, não utilizando correctamente as regras da pedagogia e as técnicas da boa comunicação.
7. O professor encontra-se a um nível de conhecimentos demasiado elevado relativamente ao dos alunos e não consegue descer ao nível das suas dificuldades.
Estas são algumas das razões que podem explicar o abismo que muitas vezes existe entre aquilo que se ensina e o que se aprende!
Na verdade, todas as razões apontadas são válidas e cada professor, ao longo da sua carreira, já teve algumas delas em maior ou menor grau. Com a experiência entretanto adquirida, vai limando arestas e algumas das suas deficiências vão desaparecendo, ao longo do tempo. Não queremos dizer que o professor se torna um profissional perfeito, sem deficiências, mas apenas que se torna cada vez melhor. Há, no entanto, professores que evoluem mais do que outros – são professores mais competentes – tal como há alunos que evoluem mais do que outros – são melhores

Instrução e Educação

A educação se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade envolvendo a formação de qualidades humanas, -físicas, morais, intelectuais, estéticas- tendo em vista a orientação da atividade humana na sua relação com o meio social, num determinado contexto de relações sociais.

Educação é a instituição social que se ordena no sistema educacional de um país, num determinado momento histórico; é um produto, significando os resultados obtidos na ação educativa conforme propósitos sociais e políticos pretendido; é um processo por consistir de transformações sucessivas tanto no sentido histórico quanto no desenvolvimento da personalidade.

Instrução se refere a formação e desenvolvimento da capacidade cognoscitivas mediante o domínio de certo nível de conhecimentos sistemáticos.

Ensino, corresponde a ações, meios e condições para realização da instrução, é o principal meio e fator da educação.

Relação entre instrução e educação " Há uma unidade entre educação e instrução. Pode-se instruir sem educar e educar sem instruir.

Pedagogia " estuda a educação. Coloca a ação educativa como objeto de reflexão, visando descrever e explicar sua natureza, seus determinantes, seus processos e modos de atuar.

O trabalho docente, isto é, a efetivação da tarefa de ensinar, é uma modalidade de trabalho pedagógica e dele se ocupa a didática.

Processo pedagógico " orienta a educação para as suas finalidades específicas, determinadas socialmente, mediante a teoria e a metodologia da educação e instrução.

Educação consiste na mudança de comportamento frente a alguma instrução ou informação adquirida. Para que isso seja possível, é preciso um programa disciplinar com um objetivo muito bem definido, que terá como conteúdo instruções que possibilitarão a mudança ou transformação.

A educação, bem como a instrução, pode ser autodirigida, sem dirigida ou dirigida. No caso das crianças, ela sempre será dirigida, com instruções ou conteúdos escolhidos pelos pais, de acordo com o objetivo que querem atingir. Conforme os filhos e alunos vão adquirindo maturidade, estes podem começar a traçar os objetivos de vida para si e buscar as informações necessárias para atingi-los.

O processo educacional de um adulto envolve os três tipos de educação e instrução, que variarão de acordo com o objetivo que estes desejam alcançar.

Portanto, ninguém educa ninguém, só o ser escolhe que informações, que instrução recebida deverá aplicar na sua vida e isto explica, claramente, as diferenças de formação entre dois filhos que foram criados da mesma forma: cada um escolheu os valores e informações que fariam parte de sua personalidade.

      Contudo, a melhor forma de se escolher é conseguir observar na vida prática de outra pessoa, quais os resultados de suas escolhas, por isso é que pais e professores devem cuidar de se educar e ser felizes, pois as suas escolhas são observadas pelos pequenos e nelas se baseiam as suas decisões de vida futura.

     Este é um termo que tem sido utilizado indistintamente para se referir ao que se define como educação, e também tem sido empregado com a denotação dada aqui de ensino. Isso traz consigo um grande dilema. Soma-se a essa ambiguidade do termo, o fato de existirem erros de tradução de um idioma a outro. Mas, como o objetivo não é fazer a história das denotações desta palavra, se passa a delimitar sua concepção neste trabalho.

      Segundo Baranov, S.P. et al. (1989, p. 22) "a instrução constitui o aspecto da educação que compreende o sistema de valores científicos culturais, acumulados pela humanidade". Nesta perspetiva nota-se a coincidência com o próprio termo de educação. A instrução, não é diretamente um aspecto da educação, nem reside dentro desta, nem é inerente a ela; porém, deve ser considerada essa instrução, como uma das melhores formas de aperfeiçoar e otimizar o processo educativo, o que é diferente.

     A instrução não é inerente à educação; não obstante, através da instrução pode-se desenvolver a educação. Se os especialistas que consideram a instrução ou ensino como parte inerente à educação, se eles estiveram certos, não existiriam pessoas bem instruídas, pessoas já formadas, porém más educadas. Ou também, não existiriam analfabetos, sem alguma instrução, com uma "boa educação".

      A instrução não é inerente à educação; não obstante, através da instrução pode-se desenvolver a educação. Se os especialistas que consideram a instrução ou ensino como parte inerente à educação, se eles estiveram certos, não existiriam pessoas bem instruídas, pessoas já formadas, porém más educadas. Ou também, não existiriam analfabetos, sem alguma instrução, com uma "boa educação".

     É muito mais preciso, desde a óptica deste trabalho, o conceito de instrução valorado pelos alemães Neuner, G, et al. (1981, p. 112) enfatizando que na literatura pedagógica o conceito de instrução se emprega, na maioria das vezes, com a significação de ministrar e assimilar conhecimentos e habilidades, com a formação de interesses cognoscitivos e talentos, e com a preparação para as atividades profissionais.

      É possível que uma das causas pela qual a Didática seja considerada uma disciplina da Pedagogia consiste na falsa concepção de que a educação leva implícita dentro de si o processo de ensino. Portanto, como se expresso anteriormente que na língua científica não admite a sinonímia, Educação, Ensino e Instrução designam realidades diferentes.

     A Educação se centra na formação do ser humano, especificamente na construção da personalidade, enquanto o Ensino reflete o processo de otimização da aprendizagem (aprendência), a qual ajuda na formação do ser humano, mas não o define. Já a Instrução é uma forma de manifestar-se o ensino, onde se focaliza os aspectos de conhecimentos e saberes da realidade objetiva e subjetiva, que complementam o treinamento e a formação.

Interação professor-aluno

      A relação educador-educando não deve ser uma relação de imposição, mas sim, uma relação de cooperação, de respeito e de crescimento. O aluno deve ser considerado como um sujeito interativo e ativo no seu processo de construção de conhecimento. Assumindo o educador um papel fundamental nesse processo, como um indivíduo mais experiente. Por essa razão cabe ao professor considerar também, o que o aluno já sabe, sua bagagem cultural e intelectual, para a construção da aprendizagem.

      O professor e os colegas formam um conjunto de mediadores da cultura que possibilita progressos no desenvolvimento da criança. Nessa perspectiva, não cabe analisar somente a relação professor-aluno, mas também a relação aluno-aluno. Para Vygotsky, a construção do conhecimento se dará coletivamente, portanto, sem ignorar a ação intrapsíquica do sujeito.

      Para Piaget a aprendizagem do estudante será significativa quando esse for um sujeito ativo. Isso se dará quando a criança receber informações relativas ao objeto de estudo para organizar suas atividades e agir sobre elas. Geralmente os professores “jogam” somente os símbolos falados e escritos para os alunos, alegando a falta de tempo. Segundo Piaget esse tempo utilizado apenas para a verbalização do professor é um tempo perdido, e se gastá-lo permitindo que os alunos usem a abordagem tentativa e erro, esse tempo gasto a mais, será na verdade um ganho.

       O modelo tradicional de intervenção do professor consiste em explicar como resolver os problemas e dizer “está certo” ou “está errado”. Isso está contra a teoria da psicologia genética de Piaget, que coloca a importância da observação do professor sobre o aluno. Uma observação criteriosa, para ver o momento de desenvolvimento que a criança está vivendo, assim saber que atividade cognitiva aquele aluno estará apto a investigar. O professor será o incentivador, o encorajador para a iniciativa própria do estudante.

Como é a convivência em sua sala de aula?

       Essa é uma pergunta essencial que educadores de todos os níveis de aprendizado devem se fazer. Afinal, ter uma boa convivência com os alunos, em vez de alimentar relações conflituosas e de tensão, é uma ótima forma de garantir um ambiente saudável, muito mais propício ao aprendizado.

      Salas de aula com brigas constantes, alunos desafiando a autoridade do professor a todo momento e processos de intimidação definitivamente não favorecem a convivência adequada entre professores e alunos. Mas fato é que, infelizmente, essa tensão pode estar ainda mais presente no ensino de adolescentes da chamada geração Z.

A relação professor-aluno é fundamental em todos os níveis e modalidades de ensino. Através dela o aluno pode ser motivado construir o seu conhecimento.

Interação aluno-aluno

A pesquisa sobre as características interativas sugere que os alunos convencionais tem posicionamentos mais favoráveis quanto aos aspectos da aprendizagem.

A interação aluno-aluno são mais importantes para os alunos convencionais mais suáveis e lideres para aqueles mais inibidos e agressivos do sistema a distância.

A relação dos alunos entre si na sala de aula. Dentro da sala de aula não existe somente a relação entre os alunos e o professor, há também a relação entre os próprios alunos, que é de suma importância, pois quando usada com estrutura e senso de direcção professor consegue transmitir-lhes mensagens. O professor ao fazer isso necessita de cuidado, que para que as situações criadas não levem à rivalidade, à competividade e sim à cooperatividade.

Conclusão

Em primeiro gostaria de agradecer ao formador Júlio Lourenço Chimonzo por nos dar de investigação científica para o bom melhoramento nos nossos estudos sobre os componentes do processo de ensino aprendizagem.

A divulgação científica sobre temas de educação e de ensino, especificamente, faz com que a cada dia se siga desvirtuando essas atividades; e por tanto, o investimento financeiro, material e humano do Sistema Nacional de Educação, não seja efetivo. Já este aspecto não é uma questão científica propriamente, corresponde à política científica tecnológica para serem aplicadas no contexto social. O objetivo aqui é só, esclarecer, desde nosso modesto ponto de vista, a necessária distinção entre Educação, Ensino e Instrução. A partir daqui, ficaria mais claro os outros aspectos que ajudam a desmitificar a falsa unidade dialética entre educação e ensino. Assim lograríamos um dia, a necessária sentença de que devemos ensinar educando, mas não só educar ensinando. Isso é fundamental para poder redimensionar o papel da escola dentro da sociedade. Esta distinção não focaliza distinção, só por distinguir, senão leva implícito um posicionamento dinâmico-participativo sobre o fato que ensinar não é diretamente proporcional à educação. O ensino em si é a forma ótima para desenvolver o processo educativo, mas não a educação como um todo.

Recomendações

Venho por este meio recomendar-vos a uma boa continuidade a aplicar-se intensivamente nos estudos em função dos requisitos da formação, respeitando um do outro, a comunidade próxima da instituição, a direcçao da escola.

Aos formadores, recomendo que procedam de maneira equitativa na avaliação dos seus formandos, não se deixado levar levar pelos preconceitos.

E aos leitores em geral, que tenham este trabalho como manual de apoio para o tema em desenvolvimento, o que lhes será útil no momento que procurarem conteúdos sobre os componentes do processo de ensino e aprendizagem.

Bibliografia

Arias, J. F. (2004). Perspectivas recientes en el estúdio de la motivación: la teoría de la orientación de meta. Revista Electrónica de Investigación Psicoeducativa, 2 (1),             35-62.

            Disponível em: http://www.investigacion-psicopedagogica.org

Boruchovitch, E. (1999). Estratégias de aprendizagem e desempenho escolar: Considerações para a prática educacional. Psicologia: Reflexão e Crítica, 12 (2),             361- 367.

Boruchovitch, E. (2009). A motivação do aluno (4.ª ed.). Rio de Janeiro: Editora Vozes.

 

 


Componentes do Processos de Ensino e Aprendizagem

1.0     Introdução

O processo ensino-aprendizagem é um nome para um complexo sistema de interações comportamentais entre professores e alunos. Mais do que “ensino” e “aprendizagem”, como se fossem processos independentes da acção humana, há os processos comportamentais que recebem o nome de “ensinar” e de “aprender”. Processos constituídos por comportamentos complexos e difíceis de perceber. Principalmente por serem constituídos por múltiplos componentes em interação. Os próprios comportamentos são passíveis de percepção e de definição científica a partir da identificação dos seus componentes e das interações que estabelecem entre si, os quais constituem os fenômenos que recebem os nomes de “ensinar” e de “aprender”.

A interdependência dos dois conceitos é fundamental para entender o que acontece sob esses nomes. Sua percepção e entendimento constitui algo crucial para o desenvolvimento de qualquer trabalho de aprendizagem, de educação ou de ensino. Como identificar esses componentes? Como caracterizar as relações entre eles? Como ver o processo “ensino-aprendizagem”? Neste trabalho, é apresentado o desenvolvimento das respostas de cada uma das questões acima citadas.

2.0     Componentes do Processo de Ensino e Aprendizagem

2.1     Motivação e aprendizagem

A palavra “motivação” é, actualmente, uma das mais usadas pelos professores e outros responsáveis pela educação, em particular a educação formal, para justificar quer o insucesso quer o sucesso dos alunos, em particular no ensino e na aprendizagem da ciência escolar. Muitos professores colocam a alegada “falta de motivação” dos alunos como primeiro obstáculo à compreensão e aprendizagem dos conteúdos escolares.

Muitos modelos tradicionais de aprendizagem das ciências, como os emergentes das perspectivas de autores como Ausubel, Piaget ou Driver, atribuíam as dificuldades dos alunos sobretudo a características estruturais e funcionais a eles intrínsecas, dominantemente cognitivas. As propostas de superação emergentes desses modelos incidiam, por isso, fundamentalmente sobre a cognição, visando, nomeadamente, o desenvolvimento de situações de ensino mais estruturadas e mais adequadas ao nível cognitivo real dos alunos, o diagnóstico dos seus conhecimentos prévios ou a estimulação do conflito cognitivo e da mudança conceptual (Ribeiro, 2001). A dimensão afectiva era desse modo descurada, parecendo ignorar-se que, como cada vez mais se defende, a cognição e a afectividade constituem uma mesma unidade funcional, holística e sistémica (Damásio, 1995).

Mesmo para Piaget (1977), que centrou a sua actividade investigativa no desenvolvimento cognitivo, o papel da afectividade é de natureza funcional na inteligência. Também a perspectiva vygotskiana expressa uma visão integradora entre as dimensões cognitiva e afectiva do funcionamento psicológico. Para todos os inúmeros autores que hoje trabalham no contexto do paradigma socioconstrutivista de Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo (e metacognitivo) está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento social e emocional, significando isso que mudanças fundamentais no pensamento têm de ser acompanhadas por uma reorganização dos objectivos, das atitudes e das formas de mediação (Vygotsky, 1998). 

2.1.1  Definições

Motivação

Muitos autores interessaram-se por estudar a motivação e, pelo que podemos constatar na revisão da literatura, são múltiplas as definições acerca desta temática.

O termo motivação deriva do verbo latim “movere”, que proporciona a ideia de movimento (Siqueira & Wechsler, 2006). Esta ideia encontra-se presente em muitas definições, uma vez que a motivação leva uma pessoa a fazer algo, mantendo-a na ação e ajudando-a a terminar uma tarefa (Santrock, 2009).

De acordo com Ruiz, Leite e Lima (2002), não é possível observar-se diretamente a motivação de um indivíduo; é sim, pela observação do comportamento que se depreende a existência de motivação. Segundo estes autores, a motivação caracteriza-se por uma forte energia despendida para realizar um determinado comportamento, que se dirige para alcançar um objetivo ou uma meta.

Em síntese, a motivação pode ser entendida como o aspeto dinâmico ou energético da acção, é aquilo que promove o comportamento. Neste sentido, “a motivação é responsável pelo início, manutenção e/ou término de uma dada acção”.

Aprendizagem

O conceito de aprendizagem é bastante complexo pois envolve a interação de diversos factores e processos através dos quais compreendemos conceitos de temáticas específicas

De acordo com Lakomy (2008), a aprendizagem é um fenómeno a partir do qual o indivíduo reestrutura o seu comportamento, isto é, transforma a informação em conhecimento, hábitos e atitudes novas. A aprendizagem é, por isso, um processo activo que resulta de uma ação cognitiva e motora individual que ocorre por meio da mediação entre o indivíduo e o meio social e cultural onde este se insere e é esta interação com o meio que permite ao indivíduo a construção de significados ou a identificação de características, propriedades e finalidades para as suas ações e experiências.

2.1.2 Tipos de motivação

Seja qual for a perspectiva que se adopte, o que sempre se verifica é a existência de dois tipos de motivação: extrínseca e intrínseca.

Na motivação extrínseca, o controlo da conduta é decisivamente influenciado pelo meio exterior, não sendo os factores motivacionais inerentes nem ao sujeito nem à tarefa, mas simplesmente o resultado da interacção entre ambos. Na motivação intrínseca, ao contrário, o controlo da conduta depende sobretudo do sujeito em si, dos seus próprios interesses e disposições.

A motivação extrínseca está assim relacionada, com metas externas, ou seja, com situações em que a conduta se produz com a finalidade de apenas se receber uma recompensa ou se evitar qualquer punição ou castigo. Nessas situações, o sujeito preocupa-se sobretudo com a sua imagem, com o seu “eu”. A motivação intrínseca corresponde, por seu turno, a situações em que não há necessariamente recompensa deliberada, ou seja, relaciona-se com as tarefas que satisfazem por si só o sujeito; correspondem-lhe, por isso, metas internas. Vários autores identificam as metas externas como metas de rendimento e as metas internas como metas de aprendizagem.

Os alunos com metas de aprendizagem envolvem-se mais facilmente na própria aprendizagem, de forma a adquirir conhecimentos e desenvolver competências, enquanto que os alunos com metas de rendimento estão mais preocupados em demonstrar os seus níveis de competência e com os juízos positivos que deles se possa fazer.

Os alunos movidos por motivação intrínseca têm, assim, face às tarefas escolares, o objectivo de desenvolver as suas competências; aqueles que, ao contrário, são sobretudo impulsionados por mecanismos de motivação extrínseca, o seu objectivo é apenas obter avaliações positivas.

Relação: Quanto à relação entre a motivação e a aprendizagem, é possível observar que existe uma correlação mútua entre  estas duas variáveis, sendo que ambas se influenciam mutuamente.

2.2     Ensinar e aprender

É freqüente o uso dos substantivos “ensino” e “aprendizagem” para fazer referência aos processos “ensinar” e “aprender”. Raramente fica claro que as palavras referem-se a um “processo” e não a “coisas estáticas” ou fixas. Nem sequer pode ser dito que correspondam a dois processos independentes ou separados. Nesse sentido, é melhor usar verbos para referir-se a esse processo, fundamentalmente constituído por uma interação entre dois organismos (pelo menos no caso de “ensinar”, uma vez que é possível “aprender” sem um professor). Mas as perguntas importantes permanecem. O que é ensinar? O que é aprender? Como se relacionam esses dois processos?

As respostas tradicionais não satisfazem. Definições como as de dicionário (ensinar é “dar instrução a”, “doutrinar”, “mostrar com ensinamento”, “demonstrar”, “instruir” etc.) são meras sinonímias ou redundâncias e não diferem muito das definições entre profissionais da Educação (“transmitir conhecimento ou conteúdo”, “informar”, “preparar”, “dar consciência” etc.).

O comportamento ensinar

A análise pode começar pela consideração de que o mais crítico na relação com o ambiente explicitado pela palavra ensinar é o efeito do que o professor faz. E o tipo de efeito importante é a aprendizagem do aluno. Ninguém pode afirmar que “ensinou, mas o aluno não aprendeu”. Ensinar define-se por obter aprendizagem do aluno e não pela intenção (ou objectivo) do professor ou por uma descrição do que ele faz na sala de aulas. A relação entre o que o professor faz e a ecfetiva aprendizagem do aluno é o que, mais apropriadamente, pode ser chamado de ensinar. Nesse sentido, ensinar é o nome da relação entre o que um professor faz e a aprendizagem de um aluno.

Na verdade, pode haver ensino sem aprendizagem como também pode haver aprendizagem sem ensino. Um professor pode ensinar as propriedades da soma e nenhum de seus alunos aprender o que ele ensina. Da mesma forma, um aluno pode aprender as propriedades da soma sem que ninguém tenha ensinado, pegando um livro e estudando por conta própria.

Ensinar e aprender são processos diferentes que envolvem sujeitos também diferentes: um educador e um educando. Ensinar e aprender, por envolver processos e sujeitos diferentes, supõe também métodos diferentes: os mecanismos e estratégias que o professor utiliza para desenvolver a lição de História são diferentes daqueles que o estudante utiliza para aprender essa mesma lição. O estudante vai recorrer, por exemplo, a associações com nomes ou episódios conhecidos ou vivenciados, enquanto que o professor estará se preocupando em reconstituir os autores consultados, buscar uma relação entre os acontecimentos, encontrar exemplos, etc.

A situação de ensinar sem que isso se traduza em aprendizagem efectiva é bastante comum e, de facto, acontece todo o dia no sistema educativo. Se todo ensino se traduzisse automaticamente em aprendizagem todos os estudantes seriam gênios. O problema é que os professores ensinam mas os alunos não aprendem. O problema é que existe uma grande brecha e um grande desperdício entre a abundante informação que se ensina no sistema educativo e a informação que é efetivamente registrada, processada e aprendida pelos estudantes.

Uma margem razoável de desperdício de informação é inevitável em todo processo educativo. Falta de motivação, de interesse, de atenção, de concentração, de compreensão, etc, impedem que o conhecimento seja registrado e fixado. Por outro lado, existem mecanismos naturais de selecção: nem tudo interessa a todos, nem da mesma maneira, motivo pelo qual cada um seleciona e prioriza a informação que recebe.

Por assumir que ensinar equivale a aprender, a educação tem se centrado tradicionalmente no ponto de vista do ensino, tirando a partir daí conclusões sobre a aprendizagem. A pedagogia, o debate metodológico têm girado fundamentalmente em torno aos métodos de ensino e não de aprendizagem, dando por sentado que os métodos de ensino coincidem com os métodos de aprendizagem.

2.3     Instrução e educação

Desde a época de Platão, o termo educação foi centro dos debates. Para ele era dar ao corpo e a alma toda beleza e perfeição que fosse possível. Émile Durkheim a considerava a preparação para a vida. Para Pestalozzi, a educação do ser humano deve responder às necessidades de seu destino e às leis de sua natureza. Para José Martí, é depositar em cada homem toda a obra da humanidade vivida, é preparar o ser humano para a vida.

A educação se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade envolvendo a formação de qualidades humanas, físicas, morais, intelectuais, estéticas tendo em vista a orientação da actividade humana na sua relação com o meio social, num determinado contexto de relações sociais.

A instrução se refere à formação intelectual, formação e desenvolvimento das capacidades cognoscitivas mediante o domínio de certo nível de conhecimentos sistematizados.

Há uma relação de subordinação entre instrução e educação, uma vez que o processo e o resultado da instrução são orientados para o desenvolvimento das qualidades específicas da personalidade. Portanto, a instrução, mediante o ensino, tem resultados formativos quando converge para o objetivo educativo, isto é, quando os conhecimentos, habilidades e capacidades propiciados pelo ensino se tornam princípios reguladores da acção humana, em convicções e atitudes reais frente à realidade. Há, pois, uma unidade entre educação e instrução, embora sejam processos diferentes; pode-se instruir sem educar, e educar sem instruir; conhecer os conteúdos de uma matéria, conhecer os princípios morais e normas de conduta não leva necessariamente a praticá-los, isto é, a transformá-los em convicções e atitudes efectivas frente aos problemas e desafios da realidade. Ou seja, o objectivo educativo não é um resultado natural e colateral do ensino, devendo-se supor por parte do educador um propósito intencional e explícito de orientar a instrução e o ensino para objectivos educativos.

2.4     Interação Professor/ Aluno

A relação professor-aluno tem sido uma das principais preocupações do contexto escolar. Nas práticas educativas, o que se observa é que, por não se dar a devida atenção à temática em questão, muitas acções desenvolvidas no ambiente escolar acabam por fracassar. Daí a importância de estabelecer uma reflexão aprofundada sobre esse assunto, considerando a relevância de todos os aspectos que caracterizam a escola. Muitos professores que actuam nas escolas não se dão conta da importante dimensão que tem o seu papel na vida dos alunos.

Nesse sentido, um dos aspectos que pretendo ressaltar neste trabalho é a importância da formação do professor e da compreensão que ele deve ter em relação a esse assunto. Pois, não há como acontecer na escola uma educação adequada às necessidades dos alunos sem contar com o comprometimento activo do professor no processo educativo. 

  Entretanto, ao aproximar-se da figura de alguns professores, percebe-se que muitos, baseados no senso comum, acreditam que ser professor é apropriar-se de um conteúdo e apresentá-lo aos alunos em sala de aula. Mudar essa realidade é necessário para que uma nova relação entre professores e alunos comece a existir dentro das escolas. Para tanto, é preciso compreender que a tarefa docente tem um papel social e político insubstituível, e que no momento actual, embora muitos factores não contribuam para essa compreensão, o professor necessita assumir uma postura crítica em relação a sua actuação recuperando a essência do ser “educador”.  E para o professor entender o real significado de seu trabalho, é necessário que saiba um pouco mais sobre sua identidade e a história de sua profissão.

Teríamos que conseguir que os outros acreditem no que somos. Um processo social complicado, lento, de desencontros entre o que somos para nós e o que somos para fora [...] Somos a imagem social que foi construída sobre o ofício de mestre, sobre as formas diversas de exercer este ofício. Sabemos pouco sobre a nossa história (ARROIO, 2000, p.29).

Fazendo uma correlação com esse ponto de vista, não se pode deixar de destacar e valorizar os fenômenos histórico-sociais presentes na actividade profissional do professor.

Em todo processo de aprendizagem humana, a interação social e a mediação do outro tem fundamental importância. Na escola, pode-se dizer que a interação professor-aluno é imprescindível para que ocorra o sucesso no processo ensino aprendizagem. Por essa razão, justifica-se a existência de tantos trabalhos e pesquisas na área da educação dentro dessa temática, os quais procuram destacar a interação social e o papel do professor mediador, como requisitos básicos para qualquer prática educativa eficiente.

O modo de agir do professor é fundamentado num determinado conceito imposto pela sociedade. Houve tempos em que o professor tinha um papel definido, um padrão de acção. Hoje é exigido do professor uma compreensão mais aprofundada do aluno e seu desenvolvimento na escola. As relações complexas que existem na sociedade, a exigência de que a escola com novos cursos se insira na vida, nos problemas e na realidade do aluno, contribuem para que a acção do professor em sala de aula se torne cada vez mais abrangente.

“Quando um professor é incapaz de manifestar-se amorosamente em relação aos seus alunos, dando-lhes atenção, escutando-os com paciência, dirigindo-lhes uma palavra amiga, pergunto-me se ele os vê!” (POLITY 1988)

É necessário um vínculo afectivo para que se possa compreender as necessidades e o comportamento dos alunos, bem como suas limitações. Se há a valorização dos alunos, das idéias divergentes e soluções criativas para diversos problemas, e se é incentivado o surgimento de liderança entre os alunos, há um ambiente favorável ao aprendizado.

Segundo Aurélio (2004):

“Muitos professores são tão simpáticos e acabam se tornando amigos dos alunos. O problema é quando o relacionamento fica baseado apenas na amizade, a ponto de haver um “relaxamento” se o assunto é estudo”.

Podemos concluir segundo Aurélio, que a relação de afectividade pode causar sérios problemas à aprendizagem, como o não comprometimento do aluno nas actividades escolares; só o facto de estar tão próximo do professor acha que pode fazer o que quiser.

Para Wallon (DANTAS, 1983, p.20), um educador não poderá valer-se do uso e do emprego automático das técnicas pedagógicas. Tem que haver uma integração dessas técnicas na cultura, criando assim uma aprendizagem significativa. Portanto, mais que passar o conteúdo aos alunos, o ideal é envolvê-los à realidade, e tratá-los com amor incondicional.

“A educação pode fazer muito para promover o desenvolvimento dos indivíduos, no intuito de prepará-los para um novo desempenho comunicativo espontâneo e criativo”. (SOARES, 1995).

“A interação profesor-aluno só é positiva quando a necessidade de ambos é atendida, quando há uma cumplicidade, quando os interlocutores são parceiros de um jogo; o jogo da linguagem, do diálogo, que é algo funadmental. É casar interação com conversação”. (CHALITA, 2002).

Assim, podemos concluir segundo Chalita que a interação entre o professor-aluno só ocorre de forma positiva quando há uma relação de confiança e comunicação entre ambos.

“O professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”. (FREIRE, 2002, p.73).

Podemos concluir que existem vários tipos de professores que fazem usos de métodos de ensino diferentes, mas todos têm algo em comum, marcam a vida de seus alunos seja de forma positiva ou negativa. E todos também visam aos seus alunos um ensino de qualidade (aprendizagem significativa) e um bom relacionamento entre os educandos.

      Este estudo é de grande importância para alertar educadores (seja do ensino básico, do ensino médio ou ensino superior), pois nunca é demais ressaltar a importância fundamental de estabelecer uma verdadeira relação entre o professor e o aluno, para que o processo de ensino-aprendizagem se efectue satisfatoriamente.

2.5     Interação Aluno/ Aluno

Dentro da sala de aula não existe somente a relação entre os alunos e o professor, há também a relação entre os próprios alunos, que é de suma importância, pois quando usada com estrutura e senso de direcção, o professor consegue transmitir-lhes mensagens.O professor ao fazer isso necessita de cuidado, para que as situações criadas não levem à rivalidade, à competitividade e sim à cooperatividade.

Os professores nem sempre encontram turmas homogêneas, e podem através dos trabalhos colectivos tentar a integração dos alunos marginalizados ao grupo. Como retrata o texto:

“As estratégias de aprendizado cooperativo estão especialmente indicadas em ambientes multiculturais, quando se trata de melhorar as relações entre grupos de alunos e diminuir (ou acabar com) os preconceitos.”

Contudo, a elaboração de um trabalho em grupo não certifica que os alunos vão aprender a dialogar, compartilhar ou a escutar. O que realmente se aprende nessas situações são o modo de se comportar, as condutas dentro do trabalho em grupo.

O que o professor faz é criar uma situação de comunicação entre os alunos com um propósito educativo. E esse propósito educativo é fazer com que os alunos aprendam a estudar, a colaborar, a ajudar, a entender e aceitar o outro.


A Supervisão Escolar

  1.0. Introdução A supervisão escolar constitui um eixo estruturante no campo da administração e da gestão educacional, assumindo um pa...