1.0 Introdução
O
processo ensino-aprendizagem é um nome para um complexo sistema de interações
comportamentais entre professores e alunos. Mais do que “ensino” e
“aprendizagem”, como se fossem processos independentes da acção humana, há os
processos comportamentais que recebem o nome de “ensinar” e de “aprender”.
Processos constituídos por comportamentos complexos e difíceis de perceber.
Principalmente por serem constituídos por múltiplos componentes em interação.
Os próprios comportamentos são passíveis de percepção e de definição científica
a partir da identificação dos seus componentes e das interações que estabelecem
entre si, os quais constituem os fenômenos que recebem os nomes de “ensinar” e
de “aprender”.
A interdependência dos dois conceitos é fundamental para entender o que acontece sob esses nomes. Sua percepção e entendimento constitui algo crucial para o desenvolvimento de qualquer trabalho de aprendizagem, de educação ou de ensino. Como identificar esses componentes? Como caracterizar as relações entre eles? Como ver o processo “ensino-aprendizagem”? Neste trabalho, é apresentado o desenvolvimento das respostas de cada uma das questões acima citadas.
2.0 Componentes do Processo de Ensino e Aprendizagem
2.1 Motivação
e aprendizagem
A palavra “motivação” é, actualmente, uma das mais
usadas pelos professores e outros responsáveis pela educação, em particular a
educação formal, para justificar quer o insucesso quer o sucesso dos alunos, em
particular no ensino e na aprendizagem da ciência escolar. Muitos professores
colocam a alegada “falta de motivação” dos alunos como primeiro obstáculo à
compreensão e aprendizagem dos conteúdos escolares.
Muitos
modelos tradicionais de aprendizagem das ciências, como os emergentes das
perspectivas de autores como Ausubel, Piaget ou Driver, atribuíam as
dificuldades dos alunos sobretudo a características estruturais e funcionais a
eles intrínsecas, dominantemente cognitivas. As propostas de superação
emergentes desses modelos incidiam, por isso, fundamentalmente sobre a
cognição, visando, nomeadamente, o desenvolvimento de situações de ensino mais
estruturadas e mais adequadas ao nível cognitivo real dos alunos, o diagnóstico
dos seus conhecimentos prévios ou a estimulação do conflito cognitivo e da
mudança conceptual (Ribeiro, 2001). A dimensão afectiva era desse modo
descurada, parecendo ignorar-se que, como cada vez mais se defende, a cognição
e a afectividade constituem uma mesma unidade funcional, holística e sistémica
(Damásio, 1995).
Mesmo para Piaget (1977), que centrou a sua actividade investigativa no desenvolvimento cognitivo, o papel da afectividade é de natureza funcional na inteligência. Também a perspectiva vygotskiana expressa uma visão integradora entre as dimensões cognitiva e afectiva do funcionamento psicológico. Para todos os inúmeros autores que hoje trabalham no contexto do paradigma socioconstrutivista de Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo (e metacognitivo) está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento social e emocional, significando isso que mudanças fundamentais no pensamento têm de ser acompanhadas por uma reorganização dos objectivos, das atitudes e das formas de mediação (Vygotsky, 1998).
2.1.1 Definições
Motivação
Muitos
autores interessaram-se por estudar a motivação e, pelo que podemos constatar na
revisão da literatura, são múltiplas as definições acerca desta temática.
O
termo motivação deriva do verbo latim “movere”,
que proporciona a ideia de movimento (Siqueira & Wechsler, 2006). Esta
ideia encontra-se presente em muitas definições, uma vez que a motivação leva
uma pessoa a fazer algo, mantendo-a na ação e ajudando-a a terminar uma tarefa
(Santrock, 2009).
De
acordo com Ruiz, Leite e Lima (2002), não é possível observar-se diretamente a motivação
de um indivíduo; é sim, pela observação do comportamento que se depreende a
existência de motivação. Segundo estes autores, a motivação caracteriza-se por
uma forte energia despendida para realizar um determinado comportamento, que se
dirige para alcançar um objetivo ou uma meta.
Em síntese, a motivação pode ser entendida como o aspeto dinâmico ou energético da acção, é aquilo que promove o comportamento. Neste sentido, “a motivação é responsável pelo início, manutenção e/ou término de uma dada acção”.
Aprendizagem
O
conceito de aprendizagem é bastante complexo pois envolve a interação de
diversos factores e processos através dos quais compreendemos conceitos de
temáticas específicas
De acordo com Lakomy (2008), a aprendizagem é um fenómeno a partir do qual o indivíduo reestrutura o seu comportamento, isto é, transforma a informação em conhecimento, hábitos e atitudes novas. A aprendizagem é, por isso, um processo activo que resulta de uma ação cognitiva e motora individual que ocorre por meio da mediação entre o indivíduo e o meio social e cultural onde este se insere e é esta interação com o meio que permite ao indivíduo a construção de significados ou a identificação de características, propriedades e finalidades para as suas ações e experiências.
2.1.2
Tipos de motivação
Seja
qual for a perspectiva que se adopte, o que sempre se verifica é a existência
de dois tipos de motivação: extrínseca
e intrínseca.
Na
motivação extrínseca, o controlo da conduta é decisivamente influenciado pelo
meio exterior, não sendo os factores motivacionais inerentes nem ao sujeito nem
à tarefa, mas simplesmente o resultado da interacção entre ambos. Na motivação
intrínseca, ao contrário, o controlo da conduta depende sobretudo do sujeito em
si, dos seus próprios interesses e disposições.
A
motivação extrínseca está assim relacionada, com metas externas, ou seja, com
situações em que a conduta se produz com a finalidade de apenas se receber uma
recompensa ou se evitar qualquer punição ou castigo. Nessas situações, o
sujeito preocupa-se sobretudo com a sua imagem, com o seu “eu”. A motivação
intrínseca corresponde, por seu turno, a situações em que não há
necessariamente recompensa deliberada, ou seja, relaciona-se com as tarefas que
satisfazem por si só o sujeito; correspondem-lhe, por isso, metas internas.
Vários autores identificam as metas externas como metas de rendimento e as
metas internas como metas de aprendizagem.
Os
alunos com metas de aprendizagem envolvem-se mais facilmente na própria
aprendizagem, de forma a adquirir conhecimentos e desenvolver competências,
enquanto que os alunos com metas de rendimento estão mais preocupados em
demonstrar os seus níveis de competência e com os juízos positivos que deles se
possa fazer.
Os
alunos movidos por motivação intrínseca têm, assim, face às tarefas escolares,
o objectivo de desenvolver as suas competências; aqueles que, ao contrário, são
sobretudo impulsionados por mecanismos de motivação extrínseca, o seu objectivo
é apenas obter avaliações positivas.
Relação: Quanto à relação entre a motivação e a aprendizagem, é possível observar que existe uma correlação mútua entre estas duas variáveis, sendo que ambas se influenciam mutuamente.
2.2 Ensinar
e aprender
É
freqüente o uso dos substantivos “ensino” e “aprendizagem” para fazer
referência aos processos “ensinar” e “aprender”. Raramente fica claro que as
palavras referem-se a um “processo” e não a “coisas estáticas” ou fixas. Nem
sequer pode ser dito que correspondam a dois processos independentes ou
separados. Nesse sentido, é melhor usar verbos para referir-se a esse processo,
fundamentalmente constituído por uma interação entre dois organismos (pelo
menos no caso de “ensinar”, uma vez que é possível “aprender” sem um
professor). Mas as perguntas importantes permanecem. O que é ensinar? O que é
aprender? Como se relacionam esses dois processos?
As respostas tradicionais não satisfazem. Definições como as de dicionário (ensinar é “dar instrução a”, “doutrinar”, “mostrar com ensinamento”, “demonstrar”, “instruir” etc.) são meras sinonímias ou redundâncias e não diferem muito das definições entre profissionais da Educação (“transmitir conhecimento ou conteúdo”, “informar”, “preparar”, “dar consciência” etc.).
O comportamento ensinar
A
análise pode começar pela consideração de que o mais crítico na relação com o
ambiente explicitado pela palavra ensinar é o efeito do que o professor faz. E
o tipo de efeito importante é a aprendizagem do aluno. Ninguém pode afirmar que
“ensinou, mas o aluno não aprendeu”. Ensinar define-se por obter aprendizagem
do aluno e não pela intenção (ou objectivo) do professor ou por uma descrição
do que ele faz na sala de aulas. A relação entre o que o professor faz e a ecfetiva
aprendizagem do aluno é o que, mais apropriadamente, pode ser chamado de ensinar.
Nesse sentido, ensinar é o nome da relação entre o que um professor faz e a
aprendizagem de um aluno.
Na verdade, pode haver ensino sem aprendizagem como também pode haver aprendizagem sem ensino. Um professor pode ensinar as propriedades da soma e nenhum de seus alunos aprender o que ele ensina. Da mesma forma, um aluno pode aprender as propriedades da soma sem que ninguém tenha ensinado, pegando um livro e estudando por conta própria.
Ensinar
e aprender são processos diferentes que envolvem sujeitos também diferentes: um
educador e um educando. Ensinar e aprender, por envolver processos e sujeitos
diferentes, supõe também métodos diferentes: os mecanismos e estratégias que o
professor utiliza para desenvolver a lição de História são diferentes daqueles
que o estudante utiliza para aprender essa mesma lição. O estudante vai
recorrer, por exemplo, a associações com nomes ou episódios conhecidos ou
vivenciados, enquanto que o professor estará se preocupando em reconstituir os
autores consultados, buscar uma relação entre os acontecimentos, encontrar
exemplos, etc.
A
situação de ensinar sem que isso se traduza em aprendizagem efectiva é bastante
comum e, de facto, acontece todo o dia no sistema educativo. Se todo ensino se
traduzisse automaticamente em aprendizagem todos os estudantes seriam gênios. O
problema é que os professores ensinam mas os alunos não aprendem. O problema é
que existe uma grande brecha e um grande desperdício entre a abundante
informação que se ensina no sistema educativo e a informação que é efetivamente
registrada, processada e aprendida pelos estudantes.
Uma
margem razoável de desperdício de informação é inevitável em todo processo
educativo. Falta de motivação, de interesse, de atenção, de concentração, de
compreensão, etc, impedem que o conhecimento seja registrado e fixado. Por
outro lado, existem mecanismos naturais de selecção: nem tudo interessa a
todos, nem da mesma maneira, motivo pelo qual cada um seleciona e prioriza a
informação que recebe.
Por assumir que ensinar equivale a aprender, a educação tem se centrado tradicionalmente no ponto de vista do ensino, tirando a partir daí conclusões sobre a aprendizagem. A pedagogia, o debate metodológico têm girado fundamentalmente em torno aos métodos de ensino e não de aprendizagem, dando por sentado que os métodos de ensino coincidem com os métodos de aprendizagem.
2.3 Instrução
e educação
Desde
a época de Platão, o termo educação foi centro dos debates. Para ele era dar ao
corpo e a alma toda beleza e perfeição que fosse possível. Émile Durkheim a
considerava a preparação para a vida. Para Pestalozzi, a educação do ser humano
deve responder às necessidades de seu destino e às leis de sua natureza. Para
José Martí, é depositar em cada homem toda a obra da humanidade vivida, é preparar
o ser humano para a vida.
A
educação se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da personalidade
envolvendo a formação de qualidades humanas, físicas, morais, intelectuais,
estéticas tendo em vista a orientação da actividade humana na sua relação com o
meio social, num determinado contexto de relações sociais.
A
instrução se refere à formação intelectual, formação e desenvolvimento das
capacidades cognoscitivas mediante o domínio de certo nível de conhecimentos
sistematizados.
Há uma relação de subordinação entre instrução e educação, uma vez que o processo e o resultado da instrução são orientados para o desenvolvimento das qualidades específicas da personalidade. Portanto, a instrução, mediante o ensino, tem resultados formativos quando converge para o objetivo educativo, isto é, quando os conhecimentos, habilidades e capacidades propiciados pelo ensino se tornam princípios reguladores da acção humana, em convicções e atitudes reais frente à realidade. Há, pois, uma unidade entre educação e instrução, embora sejam processos diferentes; pode-se instruir sem educar, e educar sem instruir; conhecer os conteúdos de uma matéria, conhecer os princípios morais e normas de conduta não leva necessariamente a praticá-los, isto é, a transformá-los em convicções e atitudes efectivas frente aos problemas e desafios da realidade. Ou seja, o objectivo educativo não é um resultado natural e colateral do ensino, devendo-se supor por parte do educador um propósito intencional e explícito de orientar a instrução e o ensino para objectivos educativos.
2.4 Interação
Professor/ Aluno
A
relação professor-aluno tem sido uma das principais preocupações do contexto
escolar. Nas práticas educativas, o que se observa é que, por não se dar a
devida atenção à temática em questão, muitas acções desenvolvidas no ambiente escolar
acabam por fracassar. Daí a importância de estabelecer uma reflexão aprofundada
sobre esse assunto, considerando a relevância de todos os aspectos que
caracterizam a escola. Muitos professores que actuam nas escolas não se dão
conta da importante dimensão que tem o seu papel na vida dos alunos.
Nesse
sentido, um dos aspectos que pretendo ressaltar neste trabalho é a importância
da formação do professor e da compreensão que ele deve ter em relação a esse
assunto. Pois, não há como acontecer na escola uma educação adequada às
necessidades dos alunos sem contar com o comprometimento activo do professor no
processo educativo.
Entretanto, ao aproximar-se da figura de alguns
professores, percebe-se que muitos, baseados no senso comum, acreditam que ser
professor é apropriar-se de um conteúdo e apresentá-lo aos alunos em sala de
aula. Mudar essa realidade é necessário para que uma nova relação entre professores
e alunos comece a existir dentro das escolas. Para tanto, é preciso compreender
que a tarefa docente tem um papel social e político insubstituível, e que no
momento actual, embora muitos factores não contribuam para essa compreensão, o
professor necessita assumir uma postura crítica em relação a sua actuação
recuperando a essência do ser “educador”. E para o professor entender o real significado
de seu trabalho, é necessário que saiba um pouco mais sobre sua identidade e a
história de sua profissão.
Teríamos que
conseguir que os outros acreditem no que somos. Um processo social complicado,
lento, de desencontros entre o que somos para nós e o que somos para fora [...]
Somos a imagem social que foi construída sobre o ofício de mestre, sobre as
formas diversas de exercer este ofício. Sabemos pouco sobre a nossa história
(ARROIO, 2000, p.29).
Fazendo uma correlação com esse ponto de vista, não se pode deixar de destacar e valorizar os fenômenos histórico-sociais presentes na actividade profissional do professor.
Em
todo processo de aprendizagem humana, a interação social e a mediação do outro
tem fundamental importância. Na escola, pode-se dizer que a interação professor-aluno
é imprescindível para que ocorra o sucesso no processo ensino aprendizagem. Por
essa razão, justifica-se a existência de tantos trabalhos e pesquisas na área
da educação dentro dessa temática, os quais procuram destacar a interação
social e o papel do professor mediador, como requisitos básicos para qualquer
prática educativa eficiente.
O
modo de agir do professor é fundamentado num determinado conceito imposto pela
sociedade. Houve tempos em que o professor tinha um papel definido, um padrão
de acção. Hoje é exigido do professor uma compreensão mais aprofundada do aluno
e seu desenvolvimento na escola. As relações complexas que existem na
sociedade, a exigência de que a escola com novos cursos se insira na vida, nos
problemas e na realidade do aluno, contribuem para que a acção do professor em
sala de aula se torne cada vez mais abrangente.
“Quando um
professor é incapaz de manifestar-se amorosamente em relação aos seus alunos,
dando-lhes atenção, escutando-os com paciência, dirigindo-lhes uma palavra
amiga, pergunto-me se ele os vê!” (POLITY 1988)
É
necessário um vínculo afectivo para que se possa compreender as necessidades e
o comportamento dos alunos, bem como suas limitações. Se há a valorização dos
alunos, das idéias divergentes e soluções criativas para diversos problemas, e
se é incentivado o surgimento de liderança entre os alunos, há um ambiente
favorável ao aprendizado.
Segundo
Aurélio (2004):
“Muitos
professores são tão simpáticos e acabam se tornando amigos dos alunos. O
problema é quando o relacionamento fica baseado apenas na amizade, a ponto de
haver um “relaxamento” se o assunto é estudo”.
Podemos concluir segundo Aurélio, que a relação de afectividade pode causar sérios problemas à aprendizagem, como o não comprometimento do aluno nas actividades escolares; só o facto de estar tão próximo do professor acha que pode fazer o que quiser.
Para
Wallon (DANTAS, 1983, p.20), um educador
não poderá valer-se do uso e do emprego automático das técnicas pedagógicas.
Tem que haver uma integração dessas técnicas na cultura, criando assim uma
aprendizagem significativa. Portanto, mais que passar o conteúdo aos alunos, o
ideal é envolvê-los à realidade, e tratá-los com amor incondicional.
“A educação pode fazer
muito para promover o desenvolvimento dos indivíduos, no intuito de prepará-los
para um novo desempenho comunicativo espontâneo e criativo”.
(SOARES, 1995).
“A interação
profesor-aluno só é positiva quando a necessidade de ambos é atendida, quando
há uma cumplicidade, quando os interlocutores são parceiros de um jogo; o jogo
da linguagem, do diálogo, que é algo funadmental. É casar interação com
conversação”. (CHALITA, 2002).
Assim,
podemos concluir segundo Chalita que a interação entre o professor-aluno só
ocorre de forma positiva quando há uma relação de confiança e comunicação entre
ambos.
“O professor autoritário,
o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor
incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o
professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio,
burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua
marca”. (FREIRE, 2002, p.73).
Podemos concluir que existem vários
tipos de professores que fazem usos de métodos de ensino diferentes, mas todos
têm algo em comum, marcam a vida de seus alunos seja de forma positiva ou
negativa. E todos também visam aos seus alunos um ensino de qualidade
(aprendizagem significativa) e um bom relacionamento entre os educandos.
Este estudo é de grande importância para alertar educadores (seja do ensino básico, do ensino médio ou ensino superior), pois nunca é demais ressaltar a importância fundamental de estabelecer uma verdadeira relação entre o professor e o aluno, para que o processo de ensino-aprendizagem se efectue satisfatoriamente.
2.5 Interação Aluno/ Aluno
Dentro da sala de
aula não existe somente a relação entre os alunos e o professor, há também a
relação entre os próprios alunos, que é de suma importância, pois quando usada
com estrutura e senso de direcção, o professor consegue transmitir-lhes
mensagens.O professor ao fazer isso necessita de cuidado, para que as situações
criadas não levem à rivalidade, à competitividade e sim à cooperatividade.
Os professores nem
sempre encontram turmas homogêneas, e podem através dos trabalhos colectivos
tentar a integração dos alunos marginalizados ao grupo. Como
retrata o texto:
“As estratégias de aprendizado cooperativo estão
especialmente indicadas em ambientes multiculturais, quando se trata de
melhorar as relações entre grupos de alunos e diminuir (ou acabar com) os
preconceitos.”
Contudo, a
elaboração de um trabalho em grupo não certifica que os alunos vão aprender a
dialogar, compartilhar ou a escutar. O que realmente se aprende nessas
situações são o modo de se comportar, as condutas dentro do trabalho em grupo.
O que o professor faz é criar uma
situação de comunicação entre os alunos com um propósito educativo. E esse
propósito educativo é fazer com que os alunos aprendam a estudar, a colaborar,
a ajudar, a entender e aceitar o outro.
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